Num momento em que as nuvens avermelhadas pelas luzes da cidade, nessa parte alta da avenida em que a brisa propiciava remotas lembranças transitando a formar um emaranhado de sensações, me vi tropeçando; presente e passado diante de uma decisão decisiva-mente emoldurada num sonho realizado satisfatoriamente compartilhava a ventura daquele delicioso banquete cuja mesa posta oferecia alimentos que saciavam a fome , a sede e eu me reencontrava refletido em cada luz dos edifícios que iluminava a noite de maneira especial e particular; para que servem as luzes? São as iluministas iluminárias microvistas das janelas bem distantes, através delas, cada história tecia o sentido maior. As palavras foragidas foram aqui resgatadas para alcançar um propósito inaugurando a primavera em pleno outono. Descrever "tudo" e no fim chegar em "nada" e assim entender o poder do agora que muda os cursos de todas as almas perdidas
perdidas todas as almas;
e se eu não ouvir a música e não houver público. Eu dançarei.