quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Palavras na imensidão

Em algumas situações há uma impressão de estar de volta ao lugar secreto da imaginação, tudo pára, e a vida passa diante dos olhos que cansados aguardam a primavera de seus anseios. São insensíveis a saber  o mistério que transcende a qualquer preceito e se perdem na dimensão profunda... pensamentos.

Nesse instante os tesouros são esquecidos, poucos conseguem erguer seus braços e fazê-lo livre para que renasça em outra estação, quiçá, mais favorável. Como se houvesse nos vindouros a chance de uma transformação acessível ao todo e finalmente compartilhar o verdadeiro motivo da mais pura e genuína experiência comemorada.



PS.: De uma época em que eu me atrevia a tratar do incognoscível...
Originalmente redigido em Mara Rosa, no dia 08 de Fevereiro de 2007.
Goiânia, 22/11/2012




quinta-feira, 12 de julho de 2012

Rima

Fiz uma margem no caderno
e com muito desvelo
aqui te entrego
essa rima pobre.

Pra você admirar
ou mesmo destratar
a pobreza de rimar.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Traduzir

Espero que os pensamentos não me sejam traiçoeiros, muito embora, quando os mesmos se transformam em qualquer coisa concreta, parte do seu sentido real transcende para outra dimensão. Alcançá-la-ei? De todo modo, essa mera apresentação de um significado maior, traduz-me. Compreendo-me... e uma parcela do que sou, torna-se um fragmento do que outrora "eu fora". 
Nessa perspectiva, as ideias não estão erradas, apenas configuram-se em paradigmas diferentes, todavia, uma subversão impera no mundo daqueles que por vezes perpassam o meu. Diante de tanta limitação, no mínimo não perder-me, contudo, se ainda assim for inevitável, que seja por mim mesmo.

terça-feira, 20 de março de 2012

Me, myself and I

Não estou produzindo nada!
Perdi-me de mim mesmo
desde então, vivo sem direção em busca do meu "eu"
- Você o viu por aí?
Caso encontre-o, manda me avisar,
pois tenho saudade,
saudade 
de 
mim.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Vinho, flores e poesia



As gotas de chuva que lavam a calçada lá fora, revelam uma noite regada a vinho, adornada em flores e entremeada de poesias.
Pergunto-me o que sou?
O eu sou de cada dia.
Hoje incompleto – completo – em um de meus elementos; sou vinho que se veste em flores e transformo-me em poesia.

BrunoMaykel e MorganaThiessa (copyrights)