sábado, 26 de novembro de 2011

Da vida o viver

É a primeira vez que me atrevo a lançar palavras regadas de sensações desconhecidas. Tudo ainda aparece de forma indefinida, mas mesmo assim existe um fio de esperança de que tudo ou nada se revele verdadeiramente.
Um desejo do querer, manter-se na esfera da satisfação...
   de repente, o dia descortina-se e diante daqueles olhos uma neblina ofusca tudo mais que está adormecido ou esquecido ou em desalento profundo, eu não sei; afinal hoje não é domingo - dia triste. Para completar esse pensamento quero compartilhar uns versos que me foram transmitidos semanas depois "... e te querendo eu vou tentando me encontrar, vou me perdendo, buscando em outros abraços seus abraços...". O fluxo de memória que somente o tempo haverá de revelar é responsável em completar esse registro mesmo depois de delimitá-lo com um ponto final.
60 graus Celsius, internalizar, buscar um ponto de equilíbrio, enquanto isso, até me sujeitar as regiões mais baixas, pois já sabia que eu não passava de coadjuvante da minha história. Enquanto a fugacidade se esvaia, entreolhares, insinuações, sorrisos dispersos, conversa fiada. Depois de degustações "... I hate to turn up out of the blue uninvited, but I couldn't stay away, I couldn't fight it..."
Finalmente, a noite cai, o frio desce, mas aqui dentro predomina qualquer coisa que se sinta. Não posso afirmar, mas a âncora continua a pesar um coração que anseia por ancorar-se e jamais regressar. Dia feliz.


Meu texto - copyrights

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

O Que Você Quer Saber De Verdade


Vai sem direção
Vai ser livre
A tristeza não
Não resiste
Solte os seus cabelos ao vento
Não olhe pra trás
Ouça o barulhinho que o tempo
No seu peito faz
Faça sua dor dançar
Atenção para escutar
Esse movimento que traz paz
Cada folha que cair,
Cada nuvem que passar
Ouve a terra respirar
Pelas portas e janelas das casas
Atenção para escutar
O que você quer saber de verdade


terça-feira, 25 de outubro de 2011

É-feito (pode ser) de você.

Em momentos de relaxação as palavras num ajuntamento criacional de um mundo, entre tantos outros, se unem para falar a "verdade". Então, aconchego minha voz pra eu bem me ouvir e entender o que tenho a dizer a mim mesmo. Tudo ao meu redor é informação que quero transmitir, assim, levo os meus olhos ao horizonte e me perco em meio ao tráfego intenso que não me deixa pensar. Logo percebo que meus olhos me atrapalham. Fecho-os e,
Minha voz, num tom sussurrante, se torna ainda mais empolgada em revelar o que vem de dentro. Até parece prenúncio de um vazio que se expande a cada momento transcorrido, levando-me ao nada. Então:
- Cale-se!
E, definitivamente, suplico...
- Aparta de mim esse cálice.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

terça-feira, 20 de setembro de 2011

La possibilité d'une île


Ma vie ma vie ma très ancienne
Mon remier voeu mal refermé
Mon premer amour infirmé,
Il a fallu que tu reviennes.
II a fallu que je connaisse
Ce que la vie a de meilleur,
Quand deux corps jouent de leur bonheur
Et sans fin s'unissent et renaissent.
Entrée en dépendance entière.
Je sais le tremblement de l'être
L'hésitation à disparaître,
Le soleil qui frappe en lisière
Et I'amour où tout est facile,
Où tout est donné dans l'instant;
II existe au milleu du temps
La possibilité d'une île.
Michel Houellebecq

domingo, 18 de setembro de 2011

eu não sou daqui...

e já faz um tempo que cheguei desde então contemplar o novo espaço é que há de melhor pra se fazer pois que tudo segue seu curso natural levando a experienciar as venturas desse tempo que antecede a primavera ao menos são essas as impressões pessoais mais acentuadas de uma enorme alegria com um ímpeto convivência    

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

AmAnda

Anda
Anda
Amanda
Sempre a sorrir
contagiar
Que a alma voa leve pelo vento
e leva Amanda a andar.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011




Ando pelas ruas
e depois de tanto caminhar
volto para as ruas
meus pés gostam
meus pés cansados gostam 
do asfalto
da gente
das ruas.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Essencial

Num momento em que as nuvens avermelhadas pelas luzes da cidade, nessa parte alta da avenida em que a brisa propiciava remotas lembranças transitando a formar um emaranhado de sensações, me vi tropeçando; presente e passado diante de uma decisão decisiva-mente emoldurada num sonho realizado satisfatoriamente compartilhava a ventura daquele delicioso banquete cuja mesa posta oferecia alimentos que saciavam a fome , a sede e eu me reencontrava refletido em cada luz dos edifícios que iluminava a noite de maneira especial e particular; para que servem as luzes? São as iluministas iluminárias microvistas das janelas bem distantes, através delas, cada história tecia o sentido maior. As palavras foragidas foram aqui resgatadas para alcançar um propósito inaugurando a primavera em pleno outono. Descrever "tudo" e no fim chegar em "nada" e assim entender o poder do agora que muda os cursos de todas as almas perdidas
perdidas todas as almas;
e se eu não ouvir a música e não houver público. Eu dançarei.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Sentir Goiânia

Querê-la
Estar aqui
Conhecer seus mistérios
que são os meus
eles se abrem pra mim


As pessoas
o asfalto
e tudo mais
e tudo menos
não tem fim


Os pseudônimos (ir)reais
falam por nós
seres imorais
saudade de sentí-la
quando não estava aqui


Outrem
outrora
um lugar
noutra 
hora

terça-feira, 5 de abril de 2011

Ciao

Bom dia comunidade! Éhhh... o dia começa frio na cidade "grande", acorda minha gente, sacode a preguiça, ducha gelada pra recobrar os sentidos - desligue a rádia - bem, agora faz de conta que era uma vez  "once upon a time". Já deu a hora de ir pra empresa. Não dá pra esperar senão dá problema. O mais importante disso tudo é fazer parte de tudo, enquanto ser ultrapassa o estar no dilema do ser, se tornar e ter. uhhuuuuuuuu... eita, quanta filosofia vazia. filosofia barata, até o governo 'tá oferecendo no palco da educação. Apenas deis real, liquidação, vamo levar.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Palavras de Otimism0

'Tô com vontade de vomitar. "Comi" demais, indigestão! O café trouxe ainda mal estar mau, o pior de tudo é que continuo a comer, na verdade, colocam boca a baixo. Que trágico esse regime semiabertofalido, a cada instante leva-me ao esquecimento daquilo que eu realmente "sou" e das impressões que quero obter em mim. Acredido que dias melhores hão de vir. Só resta acreditar
estudar é ainda o melhor caminho.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Mais um dia na escola

Atenção senhoras e senhores, vai começar mais um espetáculo... no picadeiro, Os nóses.
- Adão
- Presente
- Eva 
- Presente
- Judas
- não veio
- Desdêmona
- Presente


'Bora logo com esse negócio


Atenção, atenção, atenção   Para Casa


Conjugue o verbo phoder no presente, pretérito perfeito e 
                                                           pretérito imperfeito


Imperfeito...!?
Ah, o futuro também...
no modo INDICATIVO


INDICA
INDICADOR  do que nos phoi
INDICADO


Até a próxima aula thurma!


- Professor, a eva não quer me dar um pedaço de maçã.
- DIsgraçada, dá logo essa maçã e acaba com isso!


phudemos

sábado, 26 de fevereiro de 2011

A ceia

O que me trouxe, hoje, aqui, foi um pensamento de um pretérito imperfeito. Meus projenitores sempre falAVAM que após as refeições era necessário repouso, sendo proíbido qualquer atividade relacionada a esforços físicos, e principalmente a leitura e escrita, porque essas poderiam trazer prejuízos a saúde. Cresci fiel a esse dogma, uma "verdade" que sempre me cercou de todos os lados a ponto de moldar minha rotina. Falando em rotina, quebrei-a nesse instante, costumeiramente o faço, todavia sinto que faltei com a minha própria lei. Já é hora avançada para uma ceia tão "pesada", além disso não estamos mais no horário de verão e logo preciso me recostar embalado no sono dos inocentes. Não quereria que essa oportunidade fosse levada pelas brancas nuvens, enquanto me alimentava as palavras me vieram a boca - quase as engoli, pois estava a mastigar - antes que isso acontecesse peguei um lápis e com frenesi de palavras comecei a registrar, num papel tirado de um caderno, memórias de uma ceia solitária. Não existe intenção maior a não ser descobrir o que se passa com um índividuo (eu) durante a escrita de um texto posterior, no meu caso, a ceia. Até aqui nenhum sintoma relevante; me reta agora degustar um, apenas um, chocolate que vi ali na geladeira.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

O vidro embaçado

Outra vez o vidro embaçou, eu também provocara aquela ( SOBRE TODAS AS COISAS) situação inesperada e ao mesmo tempo detentora de grande significado para ambas as partes. Comecei a gritar para não ficar rouco, era muito, eu quero mais. (SEM AVISO)
Quereria um tom mais poético para esta composição, mas o vidro continua embaçado. Há momentos em que uma opinião traz "verdades", uma música faz uma peça no quebracabeça da vida se encaixar surgindo a sensação de liberdade.
Que bosta! Fiquei preso a liberdade. (DESPEDIDA)
As canções, meu ópio diário (CONTA OUTRA), aqui quatro doses oferecidas a você, caro leitor.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Lua Cheia

Um símbolo cíclico que num instante me trouxe uma nova cor para a tela da vida. Desde então me sinto rouco de tanto ouvir aquela bucólica história de um menino que sonhou pra nascer. Ele de fato nasceu e hoje está aqui a procurar uma missão, um propósito maior movido pela ânsia de significar, sobretudo, ainda que fragmentado encontrar a chance de seguir adiante rumo aos seus desígnios, os teus que são os meus, nossos
O medo de estar em evidência ainda impede a clareza das ideias, mesmo assim o vislumbre do poder continuar é forte a ponto de insistir nas redundâncias vazias que faz chegar em lugar algum, onde tudo existe. Lá longe, talvés no final do arcoíris, debaixo do pote de ouro, encontre um papel que descreva o local pra chegar.
Enquanto esse trajeto não se acaba, eu olho acima e percebo a lua cheia com sua formosura que mais parece com uma pedra celestial, me fazendo lembrar do caminho percorrido até aqui. Quantas luas geraram o "hoje" e quantas mais hão de trazer o depois de "amanhã" porque o amanhã a distância é curta de hoje. Preciso me afastar, distanciar, apartar tudo que se faz iniquidade. O papel acabou

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Un Amico È CosÌ

È facile allontanarsi, sai
Se come te anche lui ha i soui guai
Ma quando avrai bisogno sarà qui
Un amico è così

Non chiederà nè il come nè il perchè
Ti ascolterà e si batterà per te
E poi tranquillo ti sorriderà
Un amico è così

E ricordati che finchè tu vivrai
Se un amico è con te non ti perderai
In strade sbagliate percorse da chi
Non ha nella vita un amico così

Non ha bisogno di parole mai
Con uno sguardo solo capirai
Che dopo un "no" lui ti dirà di "sì"
Un amico è così

E ricordati che finchè tu vorrai
Per sempre al tuo fianco lo troverai
Vicino a te, mai stanco perchè
Un amico è la cosa più bella che c'è

È come un grande amore, solo mascherato un pò
Ma che si sente che c'è
Nascosto tra le pieghe di un cuore che si dà
E non si chiede perchè

Ma ricordati che finchè tu vivrai
Se un amico è con te non tradirlo mai
Solo così scoprirai che
Un amico è la cosa più bella che c'è

E ricordati che finchè tu vivrai
Un amico è la cosa più vera que hai
È il compagno del viaggio più grande che fai
Un amico è qualcosa che non muore mai.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Abstrair: o verbo que não hei de esquecer.

Já estava acostumado a dissimular entre palavras as ideias exteriorizadas que agora transmito a outrem. Tarefa árdua para quem, com certa retrospectividade buscou refúgio na solidão para ancorar-me e contemplar aquele mundo limitado pelo curto alcance da minha visão. 
Naquela jornada estava desorientado em função da música que por toda vida, ouvira repetidas vezes, assim ela fixou-se no meu subconsciente como uma melodia psicodélica, cujos transtornos se mostraram de modo acentuado, seus efeitos estão presentes, em detrimento dos mesmos  meu "mundo" se formou.
Eu não sabia de nada, pois era mais uma vítima do hábito de repetir discursos que em mim não mais causava efeito, fragmentos fragmentados desgastados. Ainda guardo na memória quão inoperante influência os dogmas contribuíram para o esfacelamento daquilo que me fizera Ser humano... estive a viajar sem destino
Quando cheguei aqui, sabia que uma elevação da consciência ligada ao conhecimento da essência pessoal se revelaria um lugar significativo de encontros que me aguça os sentidos, para não abstrair meus pensamentos, para não me perder nas atitudes.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Tesouro do Coração

Pra fazer a vida ter outro sentido
É preciso procurar,
Encontrar e conquistar
Um grande amigo.
Para você confiar sem ter medo de errar
Um sorriso pra fortalecer
Se a tua mão enfraquecer
Um amigo vem te socorrer.
Os amigos são presentes
Conquistados lentamente
Sentimento forte que
Não se entende.
Faz doído coração,
Sincero amor e de emoção
Ter amigo é ter riqueza e ser
Tesouro em nossos corações.
Quero te amar assim
Dividir o que é meu
Foi a forma que encontrei
Para unir meu coração ao teu.
Um amigo se conquista
E se guarda para sempre
Um tesouro pra durar eternamente
Um amigo de verdade
Pode nos abençoar
Raridade é feliz quem há um amigo conquistar
Pra compartilhar seus sonhos,
Sentimentos de emoções
Ter amigo é ter riqueza
Tesouro em nossos corações.
É chorar se precisar
É sorrir sem questionar
É sofrer ao ver seu sofrimento
Sem medidas, é amar
Cultivar nossa amizade
Qual tesouro que alguém encontrou
Pra te ver feliz amigo
Vou acreditar no sonho
Que você sonhou...
Que você sonhou...

PS.: Compartilho com vocês esta canção de Vanilda Bordieri
eu quero cantá-la!

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

POR TODA MINHA VIDA

A flor da noite inebria-me
convida-me ao sono dos inocentes
devo me recolher
antes que as palavras me enlouqueçam
os instintos me sufoquem
e a sua presença se torne mais presente
não em minha cama
não em meus braços 
mas num lugar onde ninguém
pode lhe tirar
um lugar que é só meu e agora compartilho com você

Todos os meus pensamentos concretizam-se em palavras
para então chegar a ti
fiz isso pra aliviar-me de você,
mas como um vento impetuoso
fui conduzido ao mundo onírico 
lá pela primeira vez eu vi você
toquei você
não em minha cama
não em meus braços
mas num lugar onde ninguém pode lhe tirar
   

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Jiu-Jitsu - nada de ratatatá ou Kung fu

Alvo como a neve (faltou a neve, mas estava frio). Aquela montanha, atraente, dizia: "vem". E eu fui! Cada passo a frente uma nova descoberta. Percebia que mesmo oferecendo muitos perigos, também era possível conhecer outro mundo, em que fascinado com toda exuberância, convidativo - a resposta foi SIM - de todas as experiências naquele lugar, jiu-jitsu despertou uma parte que estava adormecido. Depois de tanto caminhar, a chuva do céu desceu e acabou com toda diferença, gozo de alegria. Regozijo!

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Somente quando eu quiser?

O medo me prendia e naquela prisão vi fenecer toda energia. Me restava o veneno de mim mesmo, única fonte vital. Desesperadamente, tratei-me de beber até a última gota e quando alucinado, Escrevi.


PS.: Seria muito cômodo um estilo descritivo, sobretudo não me sujeitaria a me entregar assim tão facilmente, sem pudor.