O que me trouxe, hoje, aqui, foi um pensamento de um pretérito imperfeito. Meus projenitores sempre falAVAM que após as refeições era necessário repouso, sendo proíbido qualquer atividade relacionada a esforços físicos, e principalmente a leitura e escrita, porque essas poderiam trazer prejuízos a saúde. Cresci fiel a esse dogma, uma "verdade" que sempre me cercou de todos os lados a ponto de moldar minha rotina. Falando em rotina, quebrei-a nesse instante, costumeiramente o faço, todavia sinto que faltei com a minha própria lei. Já é hora avançada para uma ceia tão "pesada", além disso não estamos mais no horário de verão e logo preciso me recostar embalado no sono dos inocentes. Não quereria que essa oportunidade fosse levada pelas brancas nuvens, enquanto me alimentava as palavras me vieram a boca - quase as engoli, pois estava a mastigar - antes que isso acontecesse peguei um lápis e com frenesi de palavras comecei a registrar, num papel tirado de um caderno, memórias de uma ceia solitária. Não existe intenção maior a não ser descobrir o que se passa com um índividuo (eu) durante a escrita de um texto posterior, no meu caso, a ceia. Até aqui nenhum sintoma relevante; me reta agora degustar um, apenas um, chocolate que vi ali na geladeira.
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